sábado, 22 de julho de 2017

SA Airlink Ganha Rota Joanesburgo- St Helena Com O Embraer E190 ETOPS



O Governo da ilha de Santa Helena, um território ultramarino do Reino Unido no Atlântico Sul, frente à costa de Angola, e a companhia aérea sul-africana SA Airlink, anunciaram na tarde deste sexta-feira, dia 21 de julho, a assinatura de um protocolo para a realização de voos comerciais regulares para a ilha de Santa Helena.

O anúncio era esperado com grande ansiedade pelos habitantes da ilha, cuja única ligação regular para e do exterior é ainda assegurada por um navio-correio, único caso conhecido em territórios ultramarinos europeus, que é assegurado pela Coroa Britânica, entre os portos da Cidade do Cabo, na República da África do Sul, e de Jamestown, na ilha de Santa Helena, de três em três semanas.

Segundo o comunicado governamental a SA Airlink, que já tinha feito um voo charter para a ilha (LINK notícia relacionada) vai agora tratar de toda a parte burocrática junto da Autoridade Nacional de Aviação Civil da África do Sul, após o que serão acertados horários e tarifas.

Os voos para e da Ilha de Santa Helena serão feitos à partida do Aeroporto Internacional OR Tambo/Joanesburgo, com uma escala no Aeroporto Internacional de Windhoek, capital da Namíbia, no Sudoeste Africano, nas duas direções. Mensalmente, provavelmente no segundo sábado de cada mês, a SA Airlink assegurará um voo entre as ilhas de Santa Helena e de Ascensão.

O comunicado da governadora de Santa Helena indica ainda que os voos serão assegurados por aviões Embraer E190-100 IGW, também conhecidos por E190 ETOPS, configurados com duas classes. O tempo total de voo entre Joanesburgo e Santa Helena, contando com a escala de meia hora em Windhoek, será de aproximadamente 06h15. O acordo com a SA Airlink é por um período de três anos, após a realização do primeiro voo.

Os passageiros de e para Santa Helena encontram em Windhoek ligações rápidas para a Cidade do Cabo, em Joanesburgo um hub com centenas de voos semanais para cerca de 80 destinos em todo o mundo.

A SA Airlink é uma companhia privada sul-africana, franchisada da South African Airways, membro da IATA e auditada pela IOSA. A sua rede de voos inclui dezenas de aeroportos na África Austral.

Expresso | Quadros da TAP acusados de corrupção em esquema com responsáveis da Sonangol


Quatro altos-quadros da TAP terão permitido e ajudado a montar em Portugal um esquema de falsa prestação de serviços da companhia aérea à Sonair, uma empresa subsidiária da Sonangol


A Transportadora Aérea Nacional (TAP) foi utilizada por responsáveis da petrolífera angolana Sonangol num esquema de branqueamento de capitais - mais de 25 milhões de euros -, de acordo com uma investigação da Unidade Nacional de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária.

Para isto, segundo o Ministério Público, a empresa petrolífera terá contado com a colaboração de quatro altos quadros da TAP. Um dos nomes referenciados pelo matutino é o do ex-administrador da TAP Fernando Jorge Alves Sobral. Os outros três nomes da TAP referenciados estão todos ligados à área da manutenção: José Santos, Vítor Pinto e Pedro Pedroso. Esta notícia é avançada pelo "Correio da Manhã" esta sexta-feira.

De acordo com a acusação do MP, os quatro terão permitido e ajudado a montar em Portugal um esquema de falsa prestação de serviços da TAP à Sonair, uma empresa subsidiária da Sonangol. Este sistema servia para os responsáveis da petrolífera colocarem em Portugal, de forma dissimulada, elevados valores com proveniência ilícita.

Ao todo, mais de 25 milhões de euros circularam por diversas contas - através de sociedades offshore - até ao destino final: as contas de responsáveis angolanos da Sonangol.

Os quatro antigos responsáveis da TAP agora acusados pelo DCIAP irão responder pelos crimes de corrupção ativa com prejuízo no comércio internacional, branqueamento e ainda falsificação de documentos.

Há ainda outros três acusados neste processo: os advogados João Gomes Correia, Miguel Alves Coelho e Ana Paula Reais. Para o Ministério Público, estes terão sido intermediários no complexo esquema de branqueamento – através de falsos serviços de consultadoria.

domingo, 16 de julho de 2017

Reação do Governo de Angola sobre o Rompimento Unilateral Pela EMIRATES

Luanda - No dia 30 de Setembro de 2014, o Ministério dos Transportes da República de Angola e a Emirates assinaram no Dubai um Acordo de Parceria Estratégica para o Desenvolvimento da TAAG – Linhas Aéreas de Angola. O acordo deu corpo a um Contrato de Gestão da TAAG pela Emirates. A gestão de topo da TAAG passou a ser principalmente da responsabilidade de uma equipa de executivos da Emirates.


Pretendia-se com o acordo dotar a TAAG de uma gestão profissional de nível internacional, libertando-a de problemas de eficácia e eficiência que vinham persistindo há longos anos.

 

Após a elaboração de um novo Plano de Negócios para a TAAG, a gestão corrente da TAAG passou a ser assegurada por uma Comissão Executiva, composta por quatro administradores executivos indicados pela Emirates, incluindo o seu Presidente, e um administrador executivo angolano, com o cargo de Vice-Presidente.

 

Apesar da TAAG não ter ainda atingido o patamar que todos nós ambicionamos para a nossa Companhia de Bandeira, os bons resultados da acção do seu Conselho de Administração e de todos os seus trabalhadores, que têm contado com todo o apoio do Executivo Angolano, são evidentes. A TAAG é hoje uma companhia de aviação muito melhor do que era em 2014, com maior operacionalidade e segurança, com melhor serviço e mais conforto para os seus passageiros, com maior rigor em todos os processos de controlo, com menos custos e com maior rentabilidade.

Entretanto, como é do conhecimento de todos, desde o terceiro trimestre de 2014, a economia de Angola, e de muitos outros países produtores de petróleo, vem conhecendo dificuldades muito sérias, devido a uma acentuada baixa do preço do petróleo nos mercados internacionais, o que tem provocado um forte défice de divisas. 

Entre outras consequências, países como Angola ou a Nigéria, têm tido dificuldades em assegurar o repatriamento das vendas das companhias aéreas estrangeiras que operam nos seus territórios. Por essa razão, em vários países Africanos – e não só – as companhias aéreas internacionais têm estado a reduzir a frequência de voos ou até mesmo a suspender toda a sua operação. 

Em concreto e no caso de Angola, um bilhete de avião comprado em Angola em Kwanzas a uma companhia de aviação estrangeira, para um voo com destino a uma capital estrangeira e regresso a Angola, obriga o nosso País a permitir que essa companhia transfira para o seu país de origem um montante em moeda estrangeira equivalente a parte do bilhete comprado em Angola em Kwanzas – deduzidos os encargos que essa empresa tem em Angola. 

Apesar de todo o esforço dos organismos encarregues da gestão das divisas do País, nomeadamente o Banco Nacional de Angola (BNA), várias companhias aéreas estrangeiras que operam em Angola vêm sentindo essas dificuldades de repatriamento das vendas, de entre elas a Emirates. No entanto, o BNA tem procurar, com o gradualismo possível, ir satisfazendo as transferências das companhias de aviação. 

No passado dia 9 de Julho de 2017, em carta dirigida ao Ministro dos Transportes da República de Angola, a Emirates fez saber que, não só reduziria os seus serviços do Dubai para Luanda para três frequências semanais, como, com efeitos imediatos, terminava a sua parceria estratégica com a TAAG. Desta decisão unilateral da Emirates resultou a retirada imediata de Angola dos administradores que tinha indicado para o Conselho de Administração da TAAG 

Lamentamos a forma brusca e menos flexível como a Emirates pôs fim a uma parceria estratégica que vinha gerando bons resultados, e que certamente geraria resultados ainda melhores ultrapassadas as dificuldades conjunturais. Aliás, cabe assinalar que a Emirates misturou indevidamente dois planos distintos que são a sua operação em Angola enquanto companhia de aviação e o acordo de gestão que rubricou com a TAAG. Tomámos nota da decisão unilateral da Emirates e, naturalmente, procurámos soluções imediatas para a gestão da TAAG. 

Nesse sentido, o Governo de Angola decidiu pôr fim ao mandato do actual Conselho de Administração da TAAG. Atendendo ao facto de estarmos a pouco mais de um mês da realização de eleições gerais em Angola, de onde resultará uma nova legislatura e um novo Executivo, o Governo de Angola decidiu não nomear um novo conselho de administração para a TAAG e, ao invés, nomear um Comissão de Gestão, que se encarregará da gestão corrente da empresa. 

Essa Comissão de Gestão será composta por sete pessoas. Quatro serão angolanos, incluindo o seu Presidente. Os outros três serão estrangeiros, exactamente os mesmos três ex administradores executivos que tinham sido indicados pela Emirates. Estes executivos estrangeiros aceitaram continuar a servir a TAAG, mas agora contratados directamente pelo Governo Angolano, o que prova a confiança que têm no Governo Angolano, na TAAG e no seu projecto de reestruturação e desenvolvimento. 

Os objectivos que no final de 2014 tinham sido traçados para a TAAG mantêm-se, nomeadamente: elevar os padrões de operacionalidade e segurança da TAAG, melhorar substancialmente o serviço que a TAAG presta aos seus passageiros, sanear financeiramente a TAAG e aplicar maior rigor em todos os processos de controlo, reduzir os custos de operação da TAAG e aumentar a sua rentabilidade. Mantém-se também o plano de negócios que foi desenhado. 

O caminho para o progresso é sempre feito de obstáculos e de adversidades. Juntos, Governo, a nova Comissão de Gestão da TAAG, todos os trabalhadores da TAAG e os seus clientes, vamos vencer mais esta adversidade. Expressamos os nossos agradecimentos a todos os que se mantêm ao lado da TAAG, de Angola e dos Angolanos.

A TAAG vai continuar a voar, e cada vez mais alto. Vamos continuar a desenvolver a TAAG. Continuaremos a trabalhar afincadamente para termos uma companhia de bandeira forte, de nível nacional e internacional. A TAAG continuará a ser uma empresa Angolana, utilizada e operada fundamentalmente por Angolanos.

MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES, EM LUANDA, AOS 12 DE JULHO DE 2017

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Angola Nomeia Comissão De Gestão Para Assegurar Continuidade Da TAAG


A Presidência da República de Angola distribuiu nesta quinta-feira, dia 13 de julho, em Luanda, uma nota de imprensa em que dá conta da nomeação de uma nova Comissão de Gestão para a TAAG, na sequência dos últimos desenvolvimentos verificados na companhia aérea estatal angolana.

"O Presidente da República, José Eduardo dos Santos, exarou um Decreto dando como findo o Mandato do Conselho de Administração da TAAG, E.P, que havia sido nomeado em 15 de Setembro de 2015, na sequência da rescisão unilateral pela Emirates do contrato de gestão com a Companhia aérea Nacional.

No Decreto exarado hoje, dia 13 de Julho de 2017, o Presidente da República procede à nomeação de uma Comissão de Gestão para assegurar a continuidade da actividade da TAAG E.P.

A referida Comissão será Coordenada por Joaquim Teixeira da Cunha, tendo por coordenadores adjuntos Rui Paulo de Andrade Telles Carreira e Wiliam Rex Boutler, integrando ainda Eric Zinu Kameni, Nuno Ricardo da Silva Oliveira Pereira, Patrick J. Rotsaert e Vipula Mathanga Gunatileka.

O Decreto precisa que a Comissão de Gestão deve liderar uma equipa integrada por directores da TAAG, E.P, nomeada pelo Ministro dos Transportes." 

É curioso que para já verifica-se que alguns dos administradores que tinham sido contratados pela Emirates continuam na companhia angolana, o que pode ser uma boa solução, na medida em que está garantido o trabalho que vinha a ser feito na TAAG tendo em visto a sua recuperação e métodos de trabalho, mais de acordo com a prática de outras companhias internacionais.

Joaquim Da Cunha Retoma Liderança Da TAAG Após Saída Intempestiva Da Emirates



A maior fatia da quantia de 340 milhões de dólares norte-americanos que a República de Angola deve aos Emirados Árabes Unidos pertence ao Grupo Emirates, com sede no Dubai, anunciou na terça-feira, dia 11 de julho, o site de notícias de aviação 'aviator.aero'. O grupo aeronáutico árabe abandonou a consultadoria e gestão da TAAG, companhia aérea estatal de Angola, no passado dia 9 de julho, após ter cumprido pouco mais de um ano de um contrato que estava acordado para decorrer por 10 anos.

São verbas que ainda não foram transferidas e que estão atrasadas desde a crise verificada em Angola, em 2014, dada a queda dos preços de venda do petróleo bruto. Uma crise que está na base das dificuldades financeiras porque passa o país de língua portuguesa da África Ocidental, com reflexo nas empresas estrangeiras que trabalham nesta nação africana. As severas restrições à exportação de divisas impostas pelo governo de Luanda são a razão principal dos atrasos nos pagamentos a entidades estrangeiras, nomeadamente às companhias de aviação e fornecedores de material e equipamento aeronáutico, que não estão autorizados a repatriar fundos.

Tim Clark, presidente executivo do Grupo Emirates, tentou, nos últimos meses, por três vezes, resolver a situação. As cartas enviadas ao ministro dos Transportes de Angola, Augusto da Silva Tomás, não tiveram resposta satisfatória até ao dia 9 de julho passado. Desta forma, a Emirates mandou regressar o até essa data presidente executivo da TAAG – Linhas Aéreas de Angola, o britânico Peter Hill, e a sua equipa de administradores estrangeiros, que estava a gerir a companhia estatal angolana.

Como resultado desta situação, o vice-presidente da companhia angolana, Joaquim Teixeira da Cunha, tomou os destinos da TAAG. Até à entrada da Emirates, em 2015, era presidente executivo da empresa.


Emirates Abandona Gestão Da TAAG E Reduz Frequência De Voos Para Luanda



O Grupo Emirates, dono da companhia aérea Emirates Airlines, sediado no Dubai, Emirados Árabes Unidos, anunciou nesta segunda-feira, dia 10 de julho, o "fim imediato" do contrato de concessão para gestão da companhia de bandeira angolana TAAG face "às dificuldades prolongadas que tem enfrentado no repatriamento das receitas" das vendas em Angola, e a redução de cinco para três ligações semanais entre o Dubai e Luanda.

A notícia "caiu como uma bomba" em Luanda, disseram ao 'Newsavia' fontes relacionadas com o sector aeronáutico na capital angolana, embora fossem conhecidas as grandes divergências existentes entre os administradores nomeados pela empresa árabe, e a tutela da companhia aérea nacional de Angola, totalmente constituída por capitais públicos e, por isso, com uma grande presença e pressão de pessoas e entidades relacionadas com a atividade governamental.

Prova de que a saída não se faz de maneira amigável, é que a comunicação da Emirates foi divulgada apenas pela 'Lusa', agência de notícias portuguesa, com total silêncio da 'Angop', agência de notícias estatal angolana que até ao princípio da tarde desta segunda-feira não publicou qualquer notícia sobre o caso.

Na declaração enviada à 'Lusa', em Luanda, a transportadora refere igualmente que está a "tomar medidas no sentido de reduzir a sua presença em Angola" e que a partir de agora reduz de cinco para três o número de frequências semanais para Luanda.

Angola vive desde 2014 uma crise financeira e económica decorrente da quebra nas receitas com a exportação de petróleo, também com efeitos cambiais, com várias operadoras aéreas a queixarem-se da dificuldade em repatriar dividendos das vendas em Angola, por falta de divisas.

"Esta questão tem-se mantido sem solução, apesar de inúmeros pedidos feitos às autoridades competentes e garantias de que medidas seriam tomadas", refere a companhia árabe.

"Com efeito imediato, a Emirates põe fim à sua cooperação com a TAAG – Linhas Aéreas de Angola – ao abrigo de um contrato de concessão de gestão em curso desde setembro de 2014", acrescenta a empresa, com sede nos Emirados Árabes Unidos.

"Esperamos que a questão do repatriamento de fundos seja resolvida o mais cedo possível, de modo que as operações comerciais possam ser retomadas de acordo com a demanda", refere ainda a companhia.

sábado, 1 de julho de 2017

Quem Ganhou mais com as Vendas Em Le Bourget?



Airbus fecha Paris Air Show com encomendas para 421 aviões

A edição deste ano do Paris Air Show proporcionou à Airbus um total de 421 encomendas de aviões, no valor de 57.000 milhões de dólares (50.100 milhões de euros). Os acordos incluem 124 encomendas firmes, avaliadas num total de 16.300 milhões de dólares (14.300 milhões de euros) e compromissos para 297 aviões, no valor de 40.700 milhões de dólares (35.800 milhões de euros). Destaque para os aviões de corredor único, onde a família A320 conseguiu 366 ordens (incluindo 103 encomendas firmes e 263 compromissos) no valor de 41.400 milhões de dólares (36.400 milhões de euros). Destes pedidos, 323 correspondem a A320neo, o que eleva o total para mais de 4000 pedidos para a gama A320neo desde o seu lançamento em Dezembro de 2010. A maior encomenda surgiu, precisamente, no último dia do salão, com 110 A321neo por parte da Wizz Air. No que diz respeito ao mercado de aviões de grande porte, a Airbus ganhou 55 encomendas e compromissos no valor de 15.600 milhões de dólares (13.700 milhões de euros), incluindo 31 A350-900, 20 A330 Regional e quatro A330-300.

Boeing ganha 323 ordens de compra no Paris Air Show

A Boeing  somou um total de 331 encomendas de aviões (entre ordens firmes, compromissos e opções), avaliadas em 50.200 milhões de dólares (44.100 milhões de euros) a preços de tabela. Destaque para a sua maior encomenda: 100 aviões B737 MAX, avaliados em 10.700 milhões de dólares (9400 milhões de euros), por parte da companhia de leasing AerCap, que conta com uma base de clientes em cerca de 90 países. Outras encomendas incluem mais 100 B737 MAX, 20 aviões cargueiros B747-8F, 36 B787-9 Dreamliner, dois B737-900ER, cinco B777 Freighter, quatro C-17 Globalmaster III e o primeiro jacto executivo MAX 9 BBJ.