sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

TAAG Vendeu Um Dos Seus Boeing 737-200 À Nolinor Aviation Do Canadá



A TAAG Linhas Aéreas de Angola vendeu um dos seus Boeing 737-200 a uma companhia aérea do Canadá, a Nolinor Aviation. O avião saiu de Luanda no início desta semana, tendo escalado o Aeroporto de Santa Maria, no arquipélago dos Açores, Portugal, na manhã da segunda-feira, dia 4 de dezembro, onde aterrou para uma escala técnica, tendo como próximo destino o Aeroporto Internacional de St. John's, na província da Terra Nova e Lavrador, no Canadá.

O presidente da atual comissão de gestão da TAAG, Joaquim Teixeira da Cunha, tinha dito ao 'Newsavia', durante a realização do 'Lusoavia', em Lisboa, que a situação dos três aviões Boeing 737-200 que a companhia tinha deixado de operar no início do ano de 2016 estava em vias de solução, com a venda de um avião para uma empresa canadiana e outro que ficará no aeroporto como modelo para treino de tripulações de cabina e dos bombeiros aeroportuários de Luanda. Resta um terceiro aparelho que, a não surgirem interessados, será desmantelado e vendidas as peças ainda recuperáveis, sendo o restante para sucata.

No caso do D2-TBC, que foi levado nesta semana para o Canadá, trata-se de um avião que foi revisto totalmente em Luanda pelo departamento de Manutenção e Engenharia da TAAG, hoje uma referência para as companhias aéreas africanas, como na ocasião nos afirmou Joaquim Teixeira da Cunha.

O avião, número de série de fábrica 21173 e número de linha de fabrico no modelo 447 fez o seu primeiro voo em janeiro de 1976, tendo sido encomendado em 1973 pela TAAG, ainda sob jurisdição portuguesa. A TAAG sucedeu à DTA (Direção dos Transportes de Angola) que até final de setembro de 1973 foi responsável pelos transportes aéreos no interior da então denominada província ultramarina de Angola. A partir de 1 de outubro de 1973 passou a chamar-se TAAG, mantendo-se após a independência em 1975 e até hoje. O D2-TBC esteve 40 anos ao serviço da empresa aérea angolana e, segundo fontes da companhia, encontrava-se em excelentes condições de manutenção, facto que cativou o interesse da transportadora aérea canadiana.

A Nolinor Aviation trabalha com uma frota de aviões antigos, todos da Boeing, com fretamentos de carga e passageiros para zonas onde estão situadas explorações petrolíferas e mineiras no Canadá. Tem um pendor particular pelos Boeing 737-200, dos quais tem sete na sua frota. Algumas das mais antigas unidades deste modelo de avião clássico encontram-se ativos ao serviço da Nolinor. O departamento de Manutenção e Engenharia Aeronáutica da companhia é uma referencia em toda a América do Norte.


domingo, 3 de dezembro de 2017

Aviation sector is set to grow, but who’s going to work in it?

Aviation sector is projected to double in the upcoming 15 years, but the workforce is declining. The ICAO Secretary General addressed the issue in November 27, 2017 speech, urging to do "a much better job of both attracting and retaining the skilled workers and managers it requires".

Aviation industry is projected to require over 2 million new workers by the year 2036. According to 2017 Pilot & Technical outlook by Boeing, the demand for pilots alone will increase to 637,000 between 2017 and 2036, with Asia Pacific contributing to 40% of the demand growth. Similarly, Airbus projects the pilot demand in Asia Pacific to reach 170,000 by 2036 ─ in contrast to current numbers of 65,000.

"At the same time as our sector is growing, its workforce is also shrinking due to the inevitable demographics of aging populations, lowering birth rates, and other attrition factors", pointed out Secretary General of ICAO Dr. Fang Liu during the 2017 ICAO Next Generation of Aviation Professionals Global Summit on November 27, 2017.

"The world over, similar dynamics have forced us all to recognize that aviation has to do a much better job of both attracting and retaining the skilled workers and managers it requires", Liu stated in her speech, warning that "promoting excitement and passion for aviation" is not enough anymore.

She distinguished three key aviation professions – pilots, air traffic controllers and aircraft technicians ─ highlighting the importance of attracting and sustaining specialist in these positions. "Our preliminary numbers have revealed that 620,000 pilots will be needed by 2036, to fly the world's 100-seat-and-larger aircraft," said Liu. "But even more important than this figure is the fact that no less than 80% of these future aviators will be new pilots not yet flying today".

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Angola recebe dois primeiros caças Sukhoi Su-30K



Angola recebeu os dois primeiros de uma encomenda de pelo menos 12 caças Sukhoi Su-30K multimissão por US$ 1 bilhão e espera receber o restante no início de 2018, disse à Sputnik, em 19 de setembro, Aleksandr Vorobei, CEO da 558ª Fábrica de Reparos de Aviação da Bielorrússia.

Os aparelhos fazem parte de uma frota de 18 aviões adquirida pela Índia entre os anos 1996 e 1998 e devolvida em 2011, nos termos do acordo celebrado com Moscovo, que previa a substituição dos Su-30Ks pelos Su-30MKI, mais avançados. Com a troca, a Rússia começou a procurar compradores para os 18 Su-30Ks devolvidos — que foram revisados e modernizados em Baranovichi, na Bielorrússia — tendo estabelecido contatos, além de Angola, com a Bielorrúsia, Sudão e Vietname.

Em julho, o jornal russo Kommersant, citando fontes militares, informou que mais seis aviões seriam incluídos na compra, totalizando 18 aviões Su-30Ks.

Companhia Da Costa Do Marfim Anuncia Nova Rota Para Angola



O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) concedeu um financiamento de 115 milhões de euros à Air Côte d'Ivoire, a companhia aérea nacional da Costa do Marfim, para modernizar a sua frota e abrir novas rotas, afirmou a instituição financeira transnacional na semana passada.

O Conselho de Administração do BAD anunciou em comunicado que aprovou "um empréstimo de 98,06 milhões de euros e uma garantia parcial de riscos do Fundo Africano de Desenvolvimento de 17,06 milhões de euros em benefício da Air Côte d'Ivoire para permitir que a companhia aérea modernize e expanda a sua rede".

Este financiamento faz parte de uma parceria público-privada no valor de 253 milhões de euros para desenvolver a companhia aérea nacional da Costa do Marfim, parceira do grupo europeu de aviação comercial Air France-KLM.

A Air Côte d'Ivoire pretende aproveitar este financiamento para abrir novas rotas para Nouakchott, na Mauritânia; Bangui, na República Centro-Africana e Luanda, em Angola. O projeto de desenvolvimento da companhia prevê a criação de 700 novos empregos até 2020, de acordo com o comunicado do BAD.

"Apesar do crescimento recente, o sector de transporte aéreo na África Ocidental e Central continua fraco, dificultando o crescimento económico e a integração regional", refere a entidade. O financiamento obtido pela Air Côte d'Ivoire ajudará a "África Ocidental e Central a apanhar o resto do continente em termos de transporte aéreo", diz o Banco.

O ministro dos Transportes da Costa do Marfim, Amadou Koné, reuniu recentemente, em Abidjan, com representantes de companhias aéreas africanas e pediu para reduzirem as suas tarifas, como forma de encorajar o crescimento do sector.

A Air Côte d'Ivoire vai transportar este ano 850 mil passageiros contra os 700 mil do ano passado, e planeia chegar aos 950 mil passageiros em 2018.

A empresa anunciou a aquisição de cinco novas aeronaves dentro de três anos para continuar sua expansão na África, onde já tem voos regulares para 20 capitais. A frota da Air Côte d'Ivoire integra quatro aeronaves Bombardier Q400, quatro Airbus A319 e dois Airbus A320.

A Air Côte d'Ivoire, que foi criada em 2012 após a falência da Air Ivoire, é propriedade de uma parceria público-privada, com maioria do Estado da Costa do Marfim em 58%. O restante capital distribui-se por privados: o fundo de investimentos Ivorian Goldenrod (23%), pela Air France (11%) e pelo Banco de Desenvolvimento da África Ocidental (8%), segundo dados fornecidos pela empresa.

Construtora Atrasa-Se Nas Obras De Reabilitação Do Aeroporto Do Huambo


O governo do Huambo, na República de Angola, imputou os custos do transporte por autocarro dos passageiros da TAAG com destino à província, que atualmente embarcam/desembarcam no Bié, à construtora brasileira "Andrade Gutierres", responsável pela reabilitação da pista do aeroporto Albano Machado.

A medida surge do facto da construtora não ter cumprido o prazo de cinco dias, de reabilitação da pista do aeroporto do Huambo (Albano Machado), prescrito no sábado passado, dia 18 de novembro.

Em declarações à imprensa, a vice-governadora do Huambo para o sector político, social e económico, Maricel Marinho Kapama, disse que o não cumprimento dos prazos estabelecidos pela "Andrade Gutierres" está a causar enormes transtornos à população.

"Por isso, tomamos esta decisão aceite pela empresa em causa. Temos disponíveis dois autocarros para este efeito".

Maricel Marinho Kapama disse que os 85 porcento da obra já executada dão garantia de que a mesma será concluída na próxima terça-feira (21), sendo que a pista será reaberta na quarta-feira.

O aeroporto Albano Machado, da cidade do Huambo, está encerrado desde o dia 13 deste mês, para beneficiar de obras de restauro da pista, tendo em conta a segurança que se exige para a navegação aeronáutica.

Por isso, o embarque e desembarque de passageiros na rota Huambo/Luanda tem sido feito no Aeroporto Joaquim Kapango, na cidade do Kuito, província do Bié. Deste modo, os passageiros são transportados por autocarro com custos até então suportados pelo governo, num percurso de 180 quilómetros.

 



Governo Angolano Baixa Em 25% Preço Das Viagens Entre Cabinda E Luanda



O custo da passagem aérea na ligação entre as províncias de Cabinda e de Luanda e vice-versa, nos voos da TAAG – Linhas Aéreas de Angola, vai sofrer uma redução na ordem dos 25 por cento, a partir deste mês.

A medida que coloca o preço do bilhete de ida e volta na ordem dos 33 mil kwanzas (cerca de 177 euros/198 dólares norte-americanos), contra os atuais 46 mil kwanzas (cerca de 247 euros/276 dólares), foi aprovada nesta quarta-feira, dia 8 de novembro, durante a 1ª sessão ordinária da Comissão Económica do Conselho de Ministros, anunciou a agência noticiosa 'Angop'.

O decreto que oficializa essa redução poderá ser publicado este mês, informou à imprensa o diretor-geral do Instituto de Preços e Concorrências do Ministério das Finanças, António Cruz Lima.

Segundo o responsável, que falava no final da reunião da equipa económica do Executivo angolano, que decorreu na cidade de Cabinda, estão por acertar ainda alguns custos que interferem na estrutura do preço do bilhete.

"É o caso do custo do combustível, das taxas da Empresa Nacional de Exploração de Aeroportos e Navegação Aérea e de outros custos indiretos que a TAAG tem com as operações em terra", disse.

Apesar destes aspectos ainda pendentes, António Cruz Lima assegura que a subvenção nas viagens áreas de e para Cabinda, por via da TAAG, é um facto irreversível.

De acordo com o diretor-geral do Instituto de Preços e Concorrências, o Presidente da República orientou que os ministérios das Finanças e dos Transportes definissem de forma conjunta algumas questões ainda pendentes.

Orientou-nos, prosseguiu aquele responsável, para preparar as linhas gerais do Decreto Presidencial que deverá regular essa questão.

Nos últimos anos a questão do preço da passagem aérea de e para Cabinda tornou-se um tema candente.

Na base dessa questão está a necessidade de mitigar os problemas resultantes da descontinuidade geográfica da região, além de reforçar a integração de Cabinda com o resto do país.

domingo, 15 de outubro de 2017

I Encontro Internacional De Aviação Dos Países Lusófonos Termina Em Lisboa



Termina neste sábado, dia 14 de outubro, o I Encontro Internacional de Aviação dos Países Lusófonos que reuniu nos últimos três dias centenas de profissionais e entusiastas do sector no Pavilhão de Congresso de Lisboa.

Os temas em debate estão dedicados à Formação de Profissionais para a Aviação no âmbito da Lusofonia e à Paixão pela Aviação.

Neste sábado será submetida à plateia a declaração final do Encontro, que será assinada pelos representantes da organização, nomeadamente a Lusoavia e a Confederação Empresarial da CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa), e que será apresentada à Comissão de Economia da Assembleia da República em Portugal, e aos governos dos países de língua oficial portuguesa que constituem esta imensa comunidade de falantes.

Entre os pontos apontados na proposta de declaração refere-se a necessidade de serem criadas condições de maior acessibilidade entre as capitais lusófonas, incluindo a criação de uma companhia aérea que possa, num futuro próximo, ligar os nove países dos quatro continentes que integram a CPLP.

Os seguintes pontos abordados durante os três dias do Encontro Internacional de Aviação dos Países Lusófonos, são enunciados na proposta de declaração que será aprovada neste sábado, na cidade de Lisboa, e que deverão, certamente, motivar a abordagem e análise das questões relacionadas com a Aviação, em todos os seus segmentos, tendo em vista promover mais qualidade, mais profissionalismo e mais competências, o que significa pessoal melhor preparado para lidar com os desafios do futuro. Um rol de propostas que poderão ajudar os responsáveis dos países da CPLP a estarem mais conscientes e melhor preparados para enfrentar o futuro, proporcionando melhores acessibilidades e uma rede de mobilidade mais facilitadora da cooperação institucional, do intercâmbio entre cidadãos e da potenciação dos negócios:

  • Criação de uma linha aérea regular de voos cargo e de passageiros entre as capitais dos países da CPLP;
  • Melhoria dos procedimentos para a criação de Feiras Internacionais no espaço CPLP para o sector da aviação;
  • Apoiar a criação de mecanismos de mediação de conflitos entre entidades oriundas dos países que compõem a CPLP (Centro de Arbitragem e de Mediação da CPLP);
  • Apoio à efetiva implementação da Diplomacia Económica em língua portuguesa;
  • Garantia e facilitação de processos para a obtenção de fundos de investimento e de financiamento a projetos nos Sectores da Aviação nos países da CPLP;
  • Elaboração e Divulgação de uma Estratégia a nível Lusófono para o Sector da Aviação;
  • Necessidade urgente da melhoria dos serviços aeroportuários nos países da CPLP;
  • Estudar a possibilidade da criação de uma futura Companhia Aérea Lusófona (com a integração das companhias aéreas dos países da CPLP);
  • Redução das Tarifas Aéreas entre os países da CPLP, com vista à redução dos custos dos bilhetes de avião;
  • Incentivar a realização e voos 'low cost' (tais como os que são atualmente efetuados para a Europa), para os países da CPLP, tendo em conta a grande diáspora lusófona existente em Portugal;
  • Criação de Pacote Turístico Lusófono, com vista possibilitar a divulgação e incentivar o turismo nos países da CPLP;
  • Criação de um Projeto de Formação e Superação para os quadros profissionais dos Sectores da Aviação a nível Lusófono;
  • Potencializar as condições de funcionamento dos atuais pequenos aeródromos existentes nos países da CPLP.