segunda-feira, 16 de julho de 2018

Cabo Verde Airlines Cancelou Todos Os Voos Por Não Ter Frota Disponível



A Cabo Verde Airlines (nova designação comercial dos TACV – Transportes Aéreos de Cabo Verde) anunciou nesta terça-feira, dia 3 de julho, que cancelou todos os voos até quarta-feira, dia 4, devido a atrasos na reposição da frota, tendo acionado o programa operacional de proteção de passageiros.

"Por motivos de natureza técnico-operacionais houve um atraso na reposição da frota. Assim, a Cabo Verde Airlines vem informar que entre os dias 2 e 4 de julho os voos serão cancelados devido a este atraso", esclareceu em comunicado o conselho de administração da empresa.

"Um dos aviões B767, que estava previsto chegar no dia 1 de julho, por motivos técnico-operacionais só chegará a Cabo Verde muito mais tarde...", acrescentou a empresa.

O cancelamento irá afetar os passageiros provenientes do Brasil e com ligações para a Europa que, segundo a empresa africana, serão encaminhados para outras companhias.

"Todos os passageiros estão a ser devidamente informados e está em curso um programa de proteção dos mesmos", adiantou a companhia.

De acordo com o compromisso assumido com o locador, a reposição da frota deverá ocorrer na quarta-feira, permitindo cumprir com os voos programados. A empresa lamentou "todos os constrangimentos causados aos passageiros e parceiros".

A TACV está em processo de reestruturação, tendo o Governo assinado com o grupo islandês Icelandair um contrato de gestão, de forma preparar a empresa para a privatização.

A companhia começou a operar com dois aviões da Icelandair em novembro e, aquando da assinatura do acordo de gestão, em agosto, o Governo cabo-verdiano anunciou que a frota da empresa iria receber até ao final deste ano mais três aviões.

Com um passivo acumulado de mais de 100 milhões de euros, a companhia, que mudou a sua base operacional da capital cabo-verdiana para a Ilha do Sal, assegura agora apenas as ligações internacionais, depois de ter sido cedido à Binter Cabo Verde o mercado doméstico.

Com esta tremenda necessidade, quem sabe se a TAAG irá alugar um Boeing à Cabo Verde Airlines?

sexta-feira, 6 de julho de 2018

INAVIC Empenhado Na Solução Dos Problemas De Segurança Aérea Em Angola



O Instituto Nacional da Aviação Civil, INAVIC, está a trabalhar no sentido de, nos próximos dias, pôr fim aos dez anos de proibição de operar no espaço aéreo da União Europeia (UE), disse em Luanda, o director-geral da entidade, Rui Carreira.

Em declarações à agência de notícias 'Angop', Rui Carreira esclareceu que a notícia sobre a proibição, feita pela Agência Europeia para a Segurança da Aviação, de 13 companhias aéreas angolanas de voar para o espaço da União Europeia, é apenas uma atualização semestral da sua lista de segurança.

"Na verdade quem consta da safety list e está interdito de operar naquele espaço é o INAVIC, devido a algumas irregularidades ligadas à segurança aérea, detectadas, há cerca de dez anos, no decorrer de uma auditoria da ICAO. Como consequência as companhias nacionais foram penalizadas", explicou.

Revelou que, apesar de a situação já estar regularizada junto da ICAO, desde Março de 2017, a União Europeia continua a fazer exigências ao INAVIC e só depois de o instituto enviar a documentação solicitada, a UE poderá levantar a proibição que afecta as 13 companhias nacionais.

Rui Carreira adiantou que todas as companhias angolanas citadas no documento publicado em Junho último, pela agência da EU, são apenas operadoras domésticas, daí a razão de não terem feito esforços para sair do referido anexo.

Do anexo A da Agência da UE constam a Sonair, Mavewa, Helimalongo, Heliang, Gira Globo, Fly540, Diexim, Angola Air Services, Air26, Air Nave, Air Jet, Air Guicango e Aerojet.

A TAAG é a única companhia aérea angolana autorizada a voar, sem restrições, no espaço aéreo e territórios dos estados membros da União Europeia.

Há mais de uma década, a Organização Internacional da Aviação Civil (ICAO) tem vindo a realizar auditorias no âmbito do seu Programa Universal de Supervisão e de Segurança e Auditoria, que permitem avaliar as capacidades de supervisão em matéria de segurança dos estados membros.

O monitoramento contínuo adoptado pela ICAO possibilita a verificação progressiva do nível de conformidade dos estados com as normas e práticas recomendadas, a produção de procedimentos, da documentação necessária e a análise de factores de risco relacionados com a segurança.



TAAG autorizada a voar sem limitações no espaço europeu



A TAAG é o único operador de transportes aéreos angolano autorizado a voar, sem limitações, no espaço aéreo e territórios dos estados membros da União Europeia, depois de ver renovada, pela terceira vez, a Licença de Operador de Transporte Aéreo de Pais Terceiro (TCO - Third Country Operator).
 
Em comunicado de imprensa chegado hoje à Angop, a companhia angolana de bandeira informa que, após o cumprimento das normas pertinentes constantes dos anexos da Convenção Internacional da Aviação Civil, a Agência Europeia para a Segurança da Aviação, EASA, decidiu renovar a referida licença.
 
A primeira autorização EASA TCO da TAAG foi obtida em Junho de 2016, depois de um trabalho de preparação de 18 meses, que culminou com uma auditoria às Linhas Aéreas de Angola, em Fevereiro do mesmo ano.
 
Na ocasião, foram avaliadas a legislação e regulamentação angolanas, particularmente a Lei da Aviação Civil e as Normas e Regulamentos para a Segurança Operacional da Aviação Civil Nacional.
 
 
Desde essa data, a TAAG tem procurado assegurar o contínuo cumprimento e conformidade com as normas pertinentes, constantes dos anexos da Convenção sobre a Aviação Civil Internacional, Convenção de Chicago (art.16), e particularmente os anexos sobre licenciamento do pessoal, regras do ar, operações de aeronaves, transporte aéreo comercial internacional, aeronavegabilidade das aeronaves, mercadorias perigosas e gestão da segurança operacional.
 
 
A autorização TCO, única de Segurança Operacional, é valida em 32 estados membros da EASA que compreendem os 28 estados da U.E., quatro países da EFTA (Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça) e os territórios onde se aplica o denominado" Basic Regulation" (Gibraltar, Ilhas Aland, Açores, Madeira, Ilhas Canarias, Guadalupe, Guiana Francesa, Martinica, Ilhas Reunião e Saint-Martin).
 
 
A TAAG mantém-se assim habilitada a operar para cada um destes 32 países sem restrições, além das inerentes aos seus acordos bilaterais de transportes aéreos entre a República de Angola e esses estados, e pretende continuar a trabalhar de forma profissional e competente, no sentido de garantir a transportação aérea dos seus passageiros e clientes em segurança, adequando de forma contínua os seus serviços aos padrões internacionais da Aviação Civil, lê-se no documento.
 


quarta-feira, 20 de junho de 2018

Ricardo de Abreu novo ministro dos Transportes

Luanda – O Presidente da República anunciou esta terça-feira, a exoneração de Augusto da Silva Tomás do cargo de Ministro dos Transportes.



Para o seu lugar foi nomeado Ricardo Daniel Sandão Queirós Viegas de Abreu, entretanto exonerado do cargo de Secretário para os Assuntos Económicos do Presidente da República.

 

Formado em economia pela Universidade Lusíada de Lisboa, Ricardo de Abreu tem também um MBA, em Finanças, pela Universidade Bath, Reino Unido, que está entre as 10 melhores escolas de negócios do Reino Unido. O seu programa de MBA está entre os cinco melhores do Reino Unido e entre os 100 melhores do mundo.

 

Ricardo de Abreu fala fluentemente inglês, francês e espanhol e esteve  à frente do Banco de Poupança e Crédito (BPC). Antes foi vice-governador do Banco Nacional de Angola, tendo passado também pelo Banco Angolano de Investimento (BAI), e pelo Banco de Negócios Internacional (BNI). 

 

Ricardo Viegas de Abreu concluiu a licenciatura em Economia pela Universidade Lusíada de Lisboa. No Reino Unido fez o Master in Business Administration, pela Universidade de Bath, com a defesa da tese "As oportunidades do sector petrolífero na África Subsariana".

Em 1997, integrou a equipa que abriu o Banco Angolano de Investimentos (BAI) e dez anos depois foi co-fundador do Banco de Negócios Internacional (BNI). Em 2008 exerceu funções no sector público e um ano depois foi nomeado vice-governador do Banco Nacional de Angola (BNA), de onde saiu em 2015 para leccionar cursos de pós-graduação na Universidade Católica do Porto e no MBA Atlântico.


sábado, 19 de maio de 2018

Companhia Angolana AirJet Volta A Operar No Cuíto Com Preços Promocionais


Dez anos depois da suspensão dos voos, a companhia aérea privada AirJet volta a operar na cidade do Cuito, província do Bié, no centro de Angola, com duas frequências semanais na rota Luanda-Cuito e vice-versa, anunciou nesta segunda-feira, dia 14 de maio, a agência de notícias 'Angop'.

O delegado provincial da AirJet no Bié, Paulo Mbunga Honde, disse à 'Angop' que os preços dos bilhetes, ainda em promoção, variam em função das idades, realçando que as crianças até quatro anos pagam somente cinco mil kwanzas. A companhia está a vender os bilhetes de passagem a preços promocionais de cinco, 15 e 20 mil kwanzas. Os adolescentes pagam 15 mil kwanzas, enquanto os adultos 20 mil por cada bilhete.

A ideia, segundo o gestor, consiste em responder às necessidades das populações que pretendem escalar as duas localidades (Luanda/Cuito) em menos tempo.

"A companhia dispõe de aviões de todos os portes e pretendemos operar na região todos os dias a depender do fluxo de passageiros", disse a fonte, realçando que além da cidade do Cuito a companhia escala as cidades de Luanda, Cabinda, Soyo, Dundo e Benguela.

Até agora, na província do Bié, apenas operava a TAAG – Linhas Aéreas de Angola, com uma frequência semanal.



Airbus A330-900neo Da TAP Descola Pela Primeira Vez Em Toulouse


O primeiro avião A330-900neo de passageiros que será entregue este ano à TAP Air Portugal descolou na manhã desta terça-feira, dia 15 de maio, do Aeroporto de Toulouse/Blagnac, em França, que serve as instalações da construtora aérea europeia. O voo inaugural demorou 04h32 minutos, confirmou a Airbus em comunicado de imprensa.

A TAP Air Portugal confirmou em Lisboa, o primeiro voo do A330-900neo da TAP, que diz ter entrega prevista para o segundo semestre deste ano, e classifica as imagens desta manhã históricas, já que o primeiro avião será operado pela transportadora aérea portuguesa.



Até ao final de 2025, "a TAP deverá receber 71 novos Airbus de vanguarda tecnológica – mais modernos, confortáveis e eficientes. A modernização da frota com os aviões mais avançados do mercado vai permitir à TAP aumentar a sua oferta e crescer para novos destinos, reforçando a sua competitividade e contribuindo para uma maior centralidade de Portugal enquanto hub atlântico do transporte aéreo e para a atração de novos fluxos turísticos para o País". 




Re: TAAG esclarece pedido ao Governo para capitalização


A TAAG, Linhas Aéreas de Angola, esclareceu hoje que os 900 milhões de dólares, solicitados ao governo para sua capitalização, representam o valor total do passivo contraído na compra dos aviões da companhia.

Em comunicado, a companhia angolana de bandeira justifica sua posição em face das imprecisões na análise lógica dos dados avançados pelo presidente do Conselho de Administração, José Kuvíngua, na apresentação do Plano Estratégico da TAAG, para os próximos 5 anos.

A empresa realça apenas solicitou ao Governo, através do Ministério das Finanças, a capitalização dos seus empréstimos e passivos do balanço, contraídos para a aquisição das aeronaves no passado.

A Administração da TAAG, depois de analisar a situação, solicitou ao Ministério das Finanças que autorize a transferência deste passivo dos empréstimos do governo, para a conta de capital.

Adianta que este exercício administrativo possibilitará a redução substancial das perdas acumuladas, ao longo dos anos, e reforçará os capitais próprios do balanço, sendo que a operação é somente um ajuste contabilístico e não envolve dispêndio de recursos financeiros por parte do Estado angolano.

Por ocasião da apresentação do Plano Estratégico da TAAG, José Kuvíngua havia informado que a companhia precisa do apoio do governo de 952 milhões de dólares norte-americanos para eliminar as perdas acumuladas no balanço, superiores a 1.063 milhões.