terça-feira, 24 de julho de 2018

Ethiopian Moçambique Airlines Vai Voar Este Ano Com Base Em Nacala



A Ethiopian Airlines está a constituir uma nova companhia aérea na República de Moçambique que terá maioria de capital da empresa etíope e que deverá ficar baseada no Aeroporto de Nacala, no norte do país. Trata-se de um aeroporto novo, com grandes potencialidades de desenvolvimento e implantado numa zona de grande futuro, estrategicamente situado a poucas horas de voo de diversos países do sudeste africano.

A nova empresa que tem vindo a ser anunciada desde há alguns meses pelos responsáveis pela companhia etíope, a maior no sector da aviação comercial e ensino de pilotagem e formação de quadros para o sector aeronáutico no continente africano, terá a designação de Ethiopian Moçambique Airlines (EMA).

O jornal 'Notícias' que se publica na cidade de Maputo, anuncia nesta segunda-feira, dia 23 de julho, que a nova companhia irá iniciar voos domésticos regulares em Moçambique no máximo dentro de dois meses, citando declarações do presidente do Instituto de Aviação Civil de Moçambique (IACM), comandante João Abreu.

Segundo o responsável pelo IACM, a companhia etíope já voltou a apresentar a documentação necessária para o início das ligações regulares, depois que da primeira vez que o fez os papéis terem sido devolvidos para correções pontuais.

A nova companhia está na terceira das cinco fases necessárias para a obtenção de certificado de operador aéreo (COA) em Moçambique, fase que na opinião de João Abreu é a mais importante por ser aquela em que se procede à verificação completa dos manuais e documentos exigidos.

As duas fases subsequentes consistem na demonstração da capacidade de cumprir com os procedimentos de segurança, num voo experimental, e na entrega formal do certificado aéreo, autorizando a empresa a voar em Moçambique.

A entrada da Ethiopian Airlines no mercado doméstico de transporte de passageiros decorre de um concurso lançado em 2017 pelas autoridades moçambicanas visando a concessão de rotas no espaço aéreo nacional.

A abertura do mercado doméstico e internacional a outras companhias resultou de uma decisão governamental, pressionada pelo Presidente da República, face à inoperância da companhia aérea de bandeira – a LAM Linhas Aéreas de Moçambique – bastante penalizada pela falta de aviões, constantes avarias de equipamentos e pela difícil situação financeira que a companhia vive desde há vários anos, mergulhada num ambiente de grande desorganização conjuntural. No entanto, de todas as empresas que se habilitaram aos serviços, apenas a Solenta Aviation, em parceria com a FastJet, iniciou voos domésticos entre aeroportos nacionais.

A Ethiopian Airlines ganhou 96 rotas nacionais e internacionais, algumas das quais terão início ainda neste ano após a certificação da nova empresa aérea que promete dominar os céus e aeroportos de Moçambique.



segunda-feira, 23 de julho de 2018

South African Airlines celebra o centenário de Nelson Mandela



Para marcar o centenário de Nelson Mandela, celebrado nesta quarta-feira (18) em todo o mundo, a South African Airways (SAA) introduziu uma série de iniciativas especiais.

A companhia aérea adesivou três aeronaves de sua frota – um Airbus A320-200, A330-300 e A340-600 -, com um logotipo especialmente criado para essa ocasião, bem como com o logotipo oficial 'Be the Legacy' (Seja o Legado, em tradução direta para o português), em reconhecimento à contribuição de Mandela para a humanidade.

Nos próximos meses, capas para encosto de cabeça e copos de papel personalizados serão oferecidos dentro das aeronaves da SAA. O entretenimento a bordo da companhia também homenageará Mandela, e os viajantes são incentivados a assistir ao filme Mandela: Long Walk to Freedom, além do documentário esportivo A Copa do Mundo de Mandela, nos voos internacionais.




segunda-feira, 16 de julho de 2018

Cabo Verde Airlines Cancelou Todos Os Voos Por Não Ter Frota Disponível



A Cabo Verde Airlines (nova designação comercial dos TACV – Transportes Aéreos de Cabo Verde) anunciou nesta terça-feira, dia 3 de julho, que cancelou todos os voos até quarta-feira, dia 4, devido a atrasos na reposição da frota, tendo acionado o programa operacional de proteção de passageiros.

"Por motivos de natureza técnico-operacionais houve um atraso na reposição da frota. Assim, a Cabo Verde Airlines vem informar que entre os dias 2 e 4 de julho os voos serão cancelados devido a este atraso", esclareceu em comunicado o conselho de administração da empresa.

"Um dos aviões B767, que estava previsto chegar no dia 1 de julho, por motivos técnico-operacionais só chegará a Cabo Verde muito mais tarde...", acrescentou a empresa.

O cancelamento irá afetar os passageiros provenientes do Brasil e com ligações para a Europa que, segundo a empresa africana, serão encaminhados para outras companhias.

"Todos os passageiros estão a ser devidamente informados e está em curso um programa de proteção dos mesmos", adiantou a companhia.

De acordo com o compromisso assumido com o locador, a reposição da frota deverá ocorrer na quarta-feira, permitindo cumprir com os voos programados. A empresa lamentou "todos os constrangimentos causados aos passageiros e parceiros".

A TACV está em processo de reestruturação, tendo o Governo assinado com o grupo islandês Icelandair um contrato de gestão, de forma preparar a empresa para a privatização.

A companhia começou a operar com dois aviões da Icelandair em novembro e, aquando da assinatura do acordo de gestão, em agosto, o Governo cabo-verdiano anunciou que a frota da empresa iria receber até ao final deste ano mais três aviões.

Com um passivo acumulado de mais de 100 milhões de euros, a companhia, que mudou a sua base operacional da capital cabo-verdiana para a Ilha do Sal, assegura agora apenas as ligações internacionais, depois de ter sido cedido à Binter Cabo Verde o mercado doméstico.

Com esta tremenda necessidade, quem sabe se a TAAG irá alugar um Boeing à Cabo Verde Airlines?

sexta-feira, 6 de julho de 2018

INAVIC Empenhado Na Solução Dos Problemas De Segurança Aérea Em Angola



O Instituto Nacional da Aviação Civil, INAVIC, está a trabalhar no sentido de, nos próximos dias, pôr fim aos dez anos de proibição de operar no espaço aéreo da União Europeia (UE), disse em Luanda, o director-geral da entidade, Rui Carreira.

Em declarações à agência de notícias 'Angop', Rui Carreira esclareceu que a notícia sobre a proibição, feita pela Agência Europeia para a Segurança da Aviação, de 13 companhias aéreas angolanas de voar para o espaço da União Europeia, é apenas uma atualização semestral da sua lista de segurança.

"Na verdade quem consta da safety list e está interdito de operar naquele espaço é o INAVIC, devido a algumas irregularidades ligadas à segurança aérea, detectadas, há cerca de dez anos, no decorrer de uma auditoria da ICAO. Como consequência as companhias nacionais foram penalizadas", explicou.

Revelou que, apesar de a situação já estar regularizada junto da ICAO, desde Março de 2017, a União Europeia continua a fazer exigências ao INAVIC e só depois de o instituto enviar a documentação solicitada, a UE poderá levantar a proibição que afecta as 13 companhias nacionais.

Rui Carreira adiantou que todas as companhias angolanas citadas no documento publicado em Junho último, pela agência da EU, são apenas operadoras domésticas, daí a razão de não terem feito esforços para sair do referido anexo.

Do anexo A da Agência da UE constam a Sonair, Mavewa, Helimalongo, Heliang, Gira Globo, Fly540, Diexim, Angola Air Services, Air26, Air Nave, Air Jet, Air Guicango e Aerojet.

A TAAG é a única companhia aérea angolana autorizada a voar, sem restrições, no espaço aéreo e territórios dos estados membros da União Europeia.

Há mais de uma década, a Organização Internacional da Aviação Civil (ICAO) tem vindo a realizar auditorias no âmbito do seu Programa Universal de Supervisão e de Segurança e Auditoria, que permitem avaliar as capacidades de supervisão em matéria de segurança dos estados membros.

O monitoramento contínuo adoptado pela ICAO possibilita a verificação progressiva do nível de conformidade dos estados com as normas e práticas recomendadas, a produção de procedimentos, da documentação necessária e a análise de factores de risco relacionados com a segurança.



TAAG autorizada a voar sem limitações no espaço europeu



A TAAG é o único operador de transportes aéreos angolano autorizado a voar, sem limitações, no espaço aéreo e territórios dos estados membros da União Europeia, depois de ver renovada, pela terceira vez, a Licença de Operador de Transporte Aéreo de Pais Terceiro (TCO - Third Country Operator).
 
Em comunicado de imprensa chegado hoje à Angop, a companhia angolana de bandeira informa que, após o cumprimento das normas pertinentes constantes dos anexos da Convenção Internacional da Aviação Civil, a Agência Europeia para a Segurança da Aviação, EASA, decidiu renovar a referida licença.
 
A primeira autorização EASA TCO da TAAG foi obtida em Junho de 2016, depois de um trabalho de preparação de 18 meses, que culminou com uma auditoria às Linhas Aéreas de Angola, em Fevereiro do mesmo ano.
 
Na ocasião, foram avaliadas a legislação e regulamentação angolanas, particularmente a Lei da Aviação Civil e as Normas e Regulamentos para a Segurança Operacional da Aviação Civil Nacional.
 
 
Desde essa data, a TAAG tem procurado assegurar o contínuo cumprimento e conformidade com as normas pertinentes, constantes dos anexos da Convenção sobre a Aviação Civil Internacional, Convenção de Chicago (art.16), e particularmente os anexos sobre licenciamento do pessoal, regras do ar, operações de aeronaves, transporte aéreo comercial internacional, aeronavegabilidade das aeronaves, mercadorias perigosas e gestão da segurança operacional.
 
 
A autorização TCO, única de Segurança Operacional, é valida em 32 estados membros da EASA que compreendem os 28 estados da U.E., quatro países da EFTA (Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça) e os territórios onde se aplica o denominado" Basic Regulation" (Gibraltar, Ilhas Aland, Açores, Madeira, Ilhas Canarias, Guadalupe, Guiana Francesa, Martinica, Ilhas Reunião e Saint-Martin).
 
 
A TAAG mantém-se assim habilitada a operar para cada um destes 32 países sem restrições, além das inerentes aos seus acordos bilaterais de transportes aéreos entre a República de Angola e esses estados, e pretende continuar a trabalhar de forma profissional e competente, no sentido de garantir a transportação aérea dos seus passageiros e clientes em segurança, adequando de forma contínua os seus serviços aos padrões internacionais da Aviação Civil, lê-se no documento.
 


quarta-feira, 20 de junho de 2018

Ricardo de Abreu novo ministro dos Transportes

Luanda – O Presidente da República anunciou esta terça-feira, a exoneração de Augusto da Silva Tomás do cargo de Ministro dos Transportes.



Para o seu lugar foi nomeado Ricardo Daniel Sandão Queirós Viegas de Abreu, entretanto exonerado do cargo de Secretário para os Assuntos Económicos do Presidente da República.

 

Formado em economia pela Universidade Lusíada de Lisboa, Ricardo de Abreu tem também um MBA, em Finanças, pela Universidade Bath, Reino Unido, que está entre as 10 melhores escolas de negócios do Reino Unido. O seu programa de MBA está entre os cinco melhores do Reino Unido e entre os 100 melhores do mundo.

 

Ricardo de Abreu fala fluentemente inglês, francês e espanhol e esteve  à frente do Banco de Poupança e Crédito (BPC). Antes foi vice-governador do Banco Nacional de Angola, tendo passado também pelo Banco Angolano de Investimento (BAI), e pelo Banco de Negócios Internacional (BNI). 

 

Ricardo Viegas de Abreu concluiu a licenciatura em Economia pela Universidade Lusíada de Lisboa. No Reino Unido fez o Master in Business Administration, pela Universidade de Bath, com a defesa da tese "As oportunidades do sector petrolífero na África Subsariana".

Em 1997, integrou a equipa que abriu o Banco Angolano de Investimentos (BAI) e dez anos depois foi co-fundador do Banco de Negócios Internacional (BNI). Em 2008 exerceu funções no sector público e um ano depois foi nomeado vice-governador do Banco Nacional de Angola (BNA), de onde saiu em 2015 para leccionar cursos de pós-graduação na Universidade Católica do Porto e no MBA Atlântico.


sábado, 19 de maio de 2018

Companhia Angolana AirJet Volta A Operar No Cuíto Com Preços Promocionais


Dez anos depois da suspensão dos voos, a companhia aérea privada AirJet volta a operar na cidade do Cuito, província do Bié, no centro de Angola, com duas frequências semanais na rota Luanda-Cuito e vice-versa, anunciou nesta segunda-feira, dia 14 de maio, a agência de notícias 'Angop'.

O delegado provincial da AirJet no Bié, Paulo Mbunga Honde, disse à 'Angop' que os preços dos bilhetes, ainda em promoção, variam em função das idades, realçando que as crianças até quatro anos pagam somente cinco mil kwanzas. A companhia está a vender os bilhetes de passagem a preços promocionais de cinco, 15 e 20 mil kwanzas. Os adolescentes pagam 15 mil kwanzas, enquanto os adultos 20 mil por cada bilhete.

A ideia, segundo o gestor, consiste em responder às necessidades das populações que pretendem escalar as duas localidades (Luanda/Cuito) em menos tempo.

"A companhia dispõe de aviões de todos os portes e pretendemos operar na região todos os dias a depender do fluxo de passageiros", disse a fonte, realçando que além da cidade do Cuito a companhia escala as cidades de Luanda, Cabinda, Soyo, Dundo e Benguela.

Até agora, na província do Bié, apenas operava a TAAG – Linhas Aéreas de Angola, com uma frequência semanal.